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6% de dividendos ao ano

Para quem está começando a investir na Bolsa ou mesmo pensando em iniciar no mercado, pode estar se perguntando 6% em dividendos é pouco, e, se for para ganhar isso, é melhor deixar em renda fixa.

Eles argumentam que “não vale a pena correr riscos” para ganhar 6%, afinal, na renda fixa, você consegue isso com baixo risco, sem volatilidade e sem o risco da operação de uma empresa.

Realmente, se fosse para ganhar 6% ao ano, nominalmente, não valeria, nem um pouco, a pena investir na Bolsa, afinal, não faria mesmo sentido tomar risco e ganhar o mesmo que um fundo DI, sem volatilidade e sem risco.

Porém, felizmente, essa visão é bastante equivocada e não corresponde à realidade, e explicaremos abaixo os  motivos.

Yield é bom, mas melhor ainda é o Yield On Cost

De fato, um Dividend Yield de 6%, olhado isoladamente, pode, realmente, não parecer muito, se considerarmos que está no mesmo patamar do CDI (6%).

Porém, quando alguém faz essa afirmação, está desconsiderando um dos principais pontos e o principal sentido do investimento em ações: o de que as empresas, no longo prazo, tendem a crescer.

E acredite, isso faz toda a diferença no longo prazo.

O investidor que está adquirindo ações de uma empresa não está nada mais do que abdicando de um retorno “garantido” de 6% ao ano (nominal)

para buscar retornos maiores através de participações em empresas sólidas, e claro, confiando na capacidade de gestão e na execução das empresas em conseguir alocar o capital de forma eficiente e manter o crescimento ao
longo do tempo, o que também não é garantido que ocorrerá.

Como os dividendos não são nada mais do que parcelas dos lucros das empresas, conforme as empresas crescem, os dividendos também aumentam, e aí é que está o truque e a grande diferença entre os 6% da renda fixa e 6% de uma ação da Bolsa.

Podemos afirmar, então, que o Dividend Yield de um ativo não embute o potencial de crescimento da empresa, e fica claro que  o melhor Yield é o Yield On Cost, que é nada mais do que a relação dos dividendos pagos por ação e seu preço de aquisição.

Conforme pode ser observado no gráfico abaixo, que ilustra a evolução dos dividendos do Itaú ao longo do tempo, se observarmos atentamente, veremos que os dividendos do banco se multiplicaram por quase 30 vezes desde 2001.

Isso, na prática, significa que, se um investidor tivesse 1000 ações em 2001, que geravam a ele aproximadamente R$ 90,00 ao ano em dividendos, hoje, com as mesmas ações, receberia mais de R$ 2.720,00 ao ano, apenas em proventos (considerando os dividendos pagos em 2019.)

Ou seja, mesmo realizando hipotéticos saques mensais de todos os dividendos (o que não é recomendado na fase de acumulação),o investidor, ainda assim, multiplicou sua renda de forma expressiva, em mais de 2.900%, um resultado fantástico.

Já se ele tivesse reinvestido os dividendos e, ainda melhor,realizado novos aportes, o resultado seria ainda muito melhor.

Outras empresas, durante esse período, apresentaram um resultado similar, como pode ser observado nos gráficos abaixo.

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Logo, o investidor deve ter em mente que, ao adquirir empresas sólidas e com potencial de crescimento, por mais que elas tenham um Yield baixo ou não muito atrativo hoje, à medida que elas crescem, esses dividendos também crescem, elevando de forma robusta o yield futuro e o yield sobre seu preço de aquisição, o chamado Yield on Cost.

No caso específico do Itaú, se considerarmos que as ações da empresa, em 2001, custavam em torno de R$ 2,90 (sem ajuste de dividendos), o investidor que possuía 1000 ações na época, tinha um capital de cerca de R$ 2.900,00.

Hoje, considerando as ações PN, mesmo sem reinvestir os dividendos e sem nenhum aporte adicional, o investidor teria cerca de R$ 33 mil em ações ITUB4, multiplicando o capital por mais de 11 vezes, e receberia os R$ 2.720,00 ao ano aproximadamente, representando um YoC (Yield On Cost) de cerca de 93%.

Ou seja, o investidor não apenas obteve dividendos cada vez maiores, que se traduziram em um YoC muito grande, mas também teve uma grande apreciação do patrimônio pela própria valorização das ações.

Como o Itaú, ao longo deste período, realizou aquisições importantes, tais como o próprio Unibanco, Itaú BBA, Porto Seguro e, mais recentemente, uma parcela do capital da XP, essas aquisições bem-sucedidas, junto do próprio crescimento da carteira de crédito e da economia brasileira, proporcionaram uma apreciação considerável do patrimônio do banco.

O fato é que esses efeitos somados, de valorização das ações e dos dividendos crescendo, geraram um retorno extraordinário ao longo de 18 anos, período muitíssimo menor do que o tempo necessário de contribuição do INSS, e que já seria suficiente para garantir uma aposentadoria digna àqueles que realizaram aportes e reinvestimentos de dividendos de forma constante no Itaú.

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Na renda fixa, a situação é outra em comparação a dividendos

Por outro lado, se considerarmos a renda fixa, a situação é bem diferente ao longo do tempo. Em 2001, a Taxa Selic encontrava-se próxima de 15%, o que significa que um investidor que tinha R$ 1.000,00 investidos recebia em torno de R$ 150,00 ao ano em juros.

Caso este investidor, seguindo o exemplo do investidor de Itaú, tivesse consumido os juros mensais que recebia, então este investidor estaria recebendo hoje cerca de R$ 60 ao ano numa aplicação que rende 100% do CDI líquido de IR (o que nem é fácil de achar).

Este investidor hipotético estaria, então, com uma renda cerca de 60% menor, que, além de não ter apresentado correção alguma da inflação no período, ainda sofreu queda.

E pior, o patrimônio deste investidor estaria nos mesmos R$ 1.000,00 de 18 anos atrás, o que obviamente, devido a inflação,representa hoje uma bela perda de poder de compra.

Isso ocorre especialmente pelo fato de o CDI ter apresentado uma grande trajetória de queda neste período, e, como aplicações em renda fixa, majoritariamente, remuneram sobre o CDI, se a Selic cai, os juros da renda fixa caem junto.

Para piorar a situação, a tendência dos juros nominais e reais tem sido de queda há um bom tempo, e as expectativas apontam para juros reais de menos de 1,5% em 2020 e 2021.

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Se no passado, então, era possível conseguir um retorno real interessante, ou pelo menos razoável, em renda fixa, hoje isso vai ficando cada vez mais difícil, o que torna os 6% de yield de ações, por si só, mesmo que o crescimento não ocorra, uma boa pedida.

Fica nítido, então, que comparar 6% de CDI com 6% de Yield não faz sentido, e, no final das contas, o investidor deve olhar é para o Yield futuro, ou seja, o Yield On Cost que ele obterá após o crescimento da empresa à frente.

Mesmo se considerássemos que o investidor de renda fixa não realizou resgates dos seus juros mensais durante este período,deixando, então, os juros compostos trabalharem a seu favor,ainda assim, o resultado ficaria muito atrás do acumulado pelo investimento em Itaú.

Como pode ser observado no gráfico abaixo, R$ 1.000,00 em renda fixa, aplicados há cerca de 18 anos atrás, a 100% do CDI,seriam hoje algo próximo de R$ 9.444,00.

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E, como falamos, isso foi no passado, quando houve vários períodos em que a taxa Selic esteve acima dos 14%, ou mesmo 15%. Hoje, e daqui para frente, é praticamente impossível que o CDI obtenha um resultado como este.

Se compararmos, então, a renda fixa com o reinvestimento de dividendos em Itaú, a comparação se torna bizarra, e Itaú entregou um resultado extraordinariamente maior.

Como o gráfico abaixo deixa bem nítido, a rentabilidade do período, considerando reinvestimento de dividendos e a valorização dos papéis, somou cerca de 2.200%, suficientes para transformar os R$ 2.900,00, que representavam o valor das 1000 ações na época, em cerca de R$ 67.000,00 hoje, ou R$ 1.000,00 em quase R$ 23 mil. E, vale lembrar, sem novos aportes, apenas com a valorização das ações e o reinvestimento dos dividendos.

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Mesmo assim, a Renda Fixa tem também sua importância

Isso significa que a renda fixa é totalmente descartável e não é importante na carteira de um investidor? Não!

A renda fixa tem, sim, sua importância. Dentro de um portfólio diversificado, mesmo na carteira de um holder, a renda fixa serve como uma boa reserva de oportunidades, e uma maneira de proteger o capital da inflação.

Em momentos de queda do mercado e das ações, ter uma reserva de 10% a 20% do capital em renda fixa é muito interessante, uma vez que o investidor pode ir às compras com maior intensidade, e isso pode fazer a diferença.

Para quem também deseja fazer uma reserva de emergência, ou mesmo uma poupança, para realizar a aquisição de um bem ou realizar uma viagem, por exemplo, a renda fixa serve perfeitamente, já que não apresenta volatilidade e é totalmente previsível.

Porém, em termos de rentabilidade, é inegável que a renda fixa é extremamente limitada, e, para quem busca viver de renda na aposentadoria, a renda variável é a opção mais adequada.

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